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UEE-SP comemora 58 anos durante o seu 8º Congresso


04/06/07

Sete ex-presidentes foram homenageados; a entidade também lançou uma exposição fotográfica e uma revista especial sobre sua história, no auditório do Centro de Convenções de Serra Negra, interior de São Paulo

A oitava edição do Congresso da UEE-SP foi especial. Isso porque a entidade completou, em 25 de janeiro deste ano, 58 anos de atividades. Para comemorar a marca histórica, sete ex-presidentes foram homenageados durante cerimônia realizada no Centro de Convenções de Serra Negra, interior de São Paulo.

A homenagem resgatou parte da história da entidade. Os presentes puderam ouvir depoimentos de períodos em que a organização estudantil era fortemente reprimida. "Em 1966 a polícia militar tentou impedir um Congresso, pois nós fizemos a abertura do encontro dentro do ônibus da PM que nos carregava", recordou Antonio Funari, que esteve a frente da UEE-SP entre os anos de 1965 e 1966, emocionado.

Percival Maricato que presidiu a entidade de 1969 a 1971 falou da importância de resgatar a história e doou a diretoria da UEE-SP uma série de documentos com informações de prisões e mortes de estudantes, parte deles, antes em poder do Dops, o Departamento de Ordem Política e Social. "Entrego esses documentos como uma forma de contribuir para resgatar momentos importantes da entidade".

Para Éder Roberto presidente da entidade na segunda fase de reconstrução (1995-97) recontar as lutas da entidade é fundamental para pensar as ações do futuro. "Preservar e estudar o passado é o primeiro passo para a construção de um futuro sólido. Fazer esse resgate, não é sinal de nostalgia, é entender nossa história para fundamentar nosso futuro".

Uma entre muitos
Renata Lemos, única mulher presidenta (2003 a 2005) a falar no ato, enfatizou a importância delas para o movimento estudantil. "Hoje falo em nome de todas as mulheres que estão a frente de Diretórios e Centros Acadêmicos e também de Diretórios Centrais de Estudantes. Faço questão de deixar aqui o meu recado: persistam e tomem seus lugares nessa luta", convocou.

"Movimento estudantil é fundamental para a formação pessoal"
Esta foi a recomendação de Flávio Patrício, presidente no período Fora Collor (1982-84). O ex-líder estudantil afirmou que a militância a frente da UEE-SP foi fundamental para sua formação pessoal. "Digam aos colegas de vocês que os ex-presidentes recomendam a participação no movimento estudantil", incitando a organização entre os estudantes.

Sinal de avanço
Daniel Vaz, presidente entre 1998 a 2001, disse que o 8º Congresso da UEE estava revolucionando o movimento. "É a primeira vez que eu vejo um congresso que está alojando os participantes em hotel, com um espaço bacana como este que foi construído aqui. Isso é muito importante, porque atividades como estas não podem ser sinônimo de ‘perregue’, devem ser sinal de igualdade para muita discussão e energia para se fazer muita luta. Por isso, para mim esse congresso está revolucionando o movimento estudantil", disse.

Gustavo Petta, que atualmente é presidente da UNE, ocupou o cargo máximo da entidade paulista entre 2001 a 2003. Ao receber a placa comemorativa dos 58 anos de UEE-SP, Petta saudou a todos os presentes. "Parabenizo a todos que estão aqui, construindo mais este Congresso. A contribuição de vocês é de suma importância para fortalecer o movimento estudantil paulista".

Revista especial
A emoção tomou conta dos participantes no momento do ato de lançamento da revista "UEE-SP, 58 anos de história", que apresenta um breve histórico da entidade fundada em 25 de janeiro de 1952 e entrevistas com quatro de seus ex-presidentes, entre eles o ex-ministro José Dirceu, falando sobre o período de lutas de suas gestões à frente da entidade.

Exposição
Além da revista, também há uma exposição com imagens contando a história da entidade no Centro de Convenções. O Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) foi co-realizador com a UEE-SP da revista e da exposição.


Danielle Franco
De Serra Negra (SP)

Realização, UNE