
Parlamentares debatem principais questões do país no 50º Conune05/07/07
Temas como o desenvolvimento nacional e a reforma política ganharam destaque. Debates com a presença de deputados federais e líderes políticos tiveram grande participação dos estudantes O futuro do Brasil esteve em debate no primeiro dia de painéis do 50º Congresso da UNE. Com a presença de deputados federais e líderes de partidos políticos, as mesas abordaram estratégias para o desenvolvimento nacional e a atual proposta de reforma política. Os estudantes participaram em peso, fazendo intervenções e discutindo o papel do movimento estudantil na vida do país. O ex-ministro e deputado federal, Ricardo Berzoini (PT), fez uma análise sobre a conjuntura política brasileira nos últimos governos e defendeu os avanços conquistados com a eleição de Lula, em 2002. “Na década de 90 havia uma lógica neoliberal, privatizante implantada no país. Foi um pensamento político que resultou na venda da Vale do Rio Doce, da CSN e de diversos bancos estatais. Isso foi superado nas urnas”, afirmou. Acompanhando Berzoini na mesa, o representante do MR8, Irapuan Ramos, também fez uma análise positiva da nova conjuntura, mas listou alguns desafios, entre eles, a democratização da imprensa: “Os grupos que dominam as comunicações no Brasil querem barrar o desenvolvimento”, declarou. Reforma Política Os parlamentares trouxeram as principais discussões sobre a reforma política, explicando como o assunto está sendo debatido no Congresso Nacional. Eles também debateram a atual proposta de reforma que está em trâmite. Segundo o deputado Luiz Sérgio, que é líder do governo na câmara, a reforma só deve ser votada no próximo semestre, fora do prazo mínimo de um ano para ter validade nas eleições de 2008. “É uma reforma ampla, que precisa ser debatida desde o início, com calma e clareza”, afirmou. O representante do Psol, Plínio Arruda, defendeu um processo eleitoral com igualdade total de espaços para os partidos, incluindo o mesmo tempo para todos no horário eleitoral gratuito. Ele citou outros países onde o modelo funciona. Durante sua fala, o deputado Flávio Dino, do PCdoB, levantou o debate das cotas no parlamento, com mais inclusão para mulheres, negros e outras minorias. Ele também criticou a cláusula de barreira, alegando que o sistema converge para o bipartidarismo. Já o deputado petista Pepe Vargas defendeu que a reforma política altere a estrutura hegemônica no país, criando mecanismos para aumentar participação popular nas decisões dos governos. Artênius Daniel |