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Meio ambiente é destaque no 50º Conune


06/07/07

Mais de 300 estudantes lotaram o auditório 11 do “minhocão” para discutir políticas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável

Entoando canções e palavras de ordem, cerca de 300 estudantes de todo o estado munidos de bandeiras e faixas lotaram o auditório 11 do “minhocão” para participar do debate “Meio Ambiente: em busca do desenvolvimento sustentável”.

A mesa contou com as presenças do ex-presidente da UNE e ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langoni, do diretor da CUT, Temistólles Marcellos, do assessor do deputado federal Iran Barbosa (PT-SE), Marcos Rogério, do secretário de recursos hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Luciano Zica, do coordenador da ASPTA que também presidiu a UNE, Jean Marc e do ator e membro do movimento Amazônia para Sempre, Vitor Fasano.

Langoni que esteve a frente da entidade no período de reconstrução (1989) abriu a discussão relembrando a Rio 92. “Esse encontro representou um momento de efervescência nos debates sobre meio ambiente. Depois deste período, o assunto foi esquecido”. “Agora, com a notícia do aquecimento global, este tema fundamental está de volta”.

Pensado em soluções para o desenvolvimento do país aliado à preservação ambiental, Jean Marc ressaltou que o Brasil tem matrizes energéticas limpas (solar, eólica) e pode se tornar um exemplo de país desenvolvido economicamente e que preserva sua biodiversidade.

O secretário de recursos hídricos reiterou. “Esse tema exige um debate que pense alternativas para o problema. É dever de todos lutar pela conservação da biodiversidade, para que as futuras gerações possa usufruir de seus benefícios e conscientizá-los para que o façam com responsabilidade”.

Sobre a importância de trazer a questão ambiental para discussão entre os estudantes, Marcos Rogério afirmou que os jovens têm a responsabilidade de cobrar ações voltadas a proteção da Amazônia, símbolo da rica biodiversidade brasileira. “São vocês que devem exigir do governo uma postura menos conservadora em relação a proteção dos ecossistemas do país”.

Vitor Fasano, membro do movimento Amazônia para Sempre, falou do projeto que pretende levar um milhão de assinaturas ao Congresso Nacional para exigir que a maior floresta tropical do mundo seja protegida. “Todos aqui lutamos por um ideal que nós sabemos bem qual é: preservar a biodiversidade. Agora cada um de vocês será multiplicador do que foi debatido aqui. Só assumindo essa responsabilidade é que poderemos ampliar a conscientização da população”, convocou.

Logo após o debate, os componentes da mesa e os estudantes foram convidados a plantar mudas de ipê em frente ao prédio Anísio Teixeira, uma forma de deixar a marca da UNE na UnB, de acordo com a vice-presidente da entidade Louise Caroline. “Essas mudas serão o símbolo da passagem do 50º Congresso da UNE aqui na universidade e o marco da luta da entidade em defesa da Amazônia e de todos os ecossistemas do Brasil”.

O diretor da CUT, Temistótelles Marcellos, que também participou do ato elogiou a iniciativa da UNE. “É louvável que um debate tão relevante e atual como este esteja presente no Congresso e atraia tantos estudantes. É de extremo valor que alunos do Amazonas, que vivem a realidade do que discutimos aqui, dialoguem com o pessoal que veio de São Paulo e demais estados”, disse se referindo a delegação amazonense que compareceu em peso ao auditório.

O ator Vitor Fasano, que participou do debate sobre Meio Ambiente do ato de plantação de mudas que aconteceu na tarde de ontem (6), falou a reportagem. Confira.

Como você avalia este debate e a participação da UNE em defesa do meio ambiente?
A força dos estudantes é imensa, é a maior força que tem um país e é muito bom ver o protagonismo dessa moçada. A minha presença aqui, além de obter a assinatura do presidente da UNE, Gustavo Petta, para o manifesto do movimento Amazônia para Sempre, é uma forma de demonstrar minha vontade de ver sempre, a UNE engajada nessa luta.

A UNE, assim como o movimento Amazônia para Sempre, defende a preservação da maior floresta tropical do planeta com a campanha “A Amazônia é nossa”. Na sua opinião, qual o papel desses movimentos na conscientização da sociedade?
Eu acho que é imprescindível que todos os setores da sociedade civil se manifestem. É importante que cada um faça a sua parte. Colocando isso em prática daremos o pontapé para uma reação em cadeia que certamente vai contagiar a população como um todo, por isso a UNE e todos os movimentos, ONG’s e organizações estão de parabéns em demonstrar preocupação e realizar ações de preservação do meio ambiente.

E como funciona e qual o objetivo do movimento Amazônia para Sempre?
Nosso movimento é apartidário, não tem por objetivo solicitar verbas ou coisa que o valha. A única coisa que pedimos é que respeitem a nossa carta magna, na qual consta que a utilização da floresta amazônica só será possível se, junto com isso, vier todo um trabalho cientifico que preserve totalmente o meio ambiente amazônico e isso não está acontecendo. Queremos que a lei seja cumprida e que nosso movimento atinja todas as classes da sociedade brasileira. Quando atingirmos um milhão de assinaturas, vamos ao presidente Lula, ao Congresso, ao ministério público exigir que a lei seja respeitada. Neste momento o movimento está cumprindo uma importante etapa: mobilizar a sociedade civil com o apoio da UNE.

Danielle Franco
Fotos: Gustavo Benke


Realização, UNE