
Mais fortalecida, UNE aprova jornada de lutas09/07/07
As arquibancadas do ginásio Nilson Nelson, tradicional palco de disputas esportivas na capital federal, foi tomada neste sábado pela energia e o colorido do movimento estudantil durante a plenária final do 50º Congresso A plenária final do Congresso da UNE é o momento em que todos os participantes do encontro votam as propostas consensuais e divergentes elaboradas pelo conjunto dos estudantes a partir dos debates, seminários e grupos de discussão realizados durante os primeiros dias do encontro. São documentos respaldados pelos delegados e observadores do Congresso, que vão nortear as ações da UNE para os próximos dois anos nas áreas de educação; movimento estudantil; meio ambiente; políticas públicas para a juventude; GLBTT; saúde; reforma política; inclusão digital; direitos humanos e comunicação; além de discutir a conjuntura nacional e internacional. Jornada de lutas Política Movimento Estudantil Durante a plenária também ficou decidido, por maioria de votos, que a UNE assume o compromisso de realizar, a cada dois anos, o seu Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb). Com isso, fica garantido que toda a gestão vai realizar o encontro, possibilitando o diálogo mais estreito com as entidades que compõem a rede do movimento estudantil, aumentando a capacidade de mobilização, comunicação e organização desta rede dos estudantes, por meio de suas entidades de base. Na luta por um mundo melhor, o meio ambiente será pautado com mais força na próxima gestão. Debates e seminários sobre tema devem ser realizados para que a UNE possa acumular conhecimento e dividir opiniões com outras entidades, organizações e frentes de defesa do biodiversidade nacional. Reforma Universitária Os estudantes decidiram também dar continuidade às frentes de "caça aos tubarões do ensino", numa referência aos donos das universidades particulares que são denunciados por irregularidades como o abuso no aumento das mensalidades. América Latina Outras frentes O tema meio ambiente, debatido durante este Congresso e já presente na história da entidade - haja vista a campanha "A Amazônia é do Brasil" - vai ganhar destaque na próxima gestão e será baseada na defesa da maior floresta tropical do planeta. Em relação às políticas públicas para a juventude, a UNE vai manter a postura contrária a redução da maioridade penal e contra a exploração de estagiários como mão de obra barata. De acordo com as votações, a diretoria GLBTT vai instaurar o "1º Encontro de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais e reeditar o projeto "Universidade Fora do Armário". A saúde também entrou em pauta. Ficou decidido que a UNE fará uma cartilha sobre o SUS, confeccionada pela entidade e exigirá passe livre para pacientes de baixa renda em tratamento. Na tentativa de ampliar os direitos humanos e evitar mortes de jovens por execução, foi aprovada a revogação da Lei de Crimes Hediondos e a utilização de veículo conhecidos como "caveirão". O pedido de abertura dos arquivos da ditadura e punição dos envolvidos em crime de tortura foi mantido. A diretoria de inclusão digital vai continuar defendendo a utilização do software livre e da licença Creative Commons. Para garantir a democratização da comunicação, a UNE vai apoiar na próxima gestão a criação de um sistema nacional de TV e rádio digital e se manterá ao lado dos meios de comunicação alternativos. Ainda foram aprovadas moções de apoio como a que reitera a luta dos estudantes da Universidade Pública de Pernambuco, que está cobrando mensalidade dos alunos. Os presentes também foram convocados para a jornada de lutas de Agosto. Baixe as propostas e resoluções: - Resolução sobre Movimento Estudantil
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