
Estudantes e convidados do 50º Congresso avaliam PAC e o governo Lula06/07/07
Com a presença da deputada federal Luciana Genro (Psol) e do presidente da CGBT Antônio Neto, o debate foi um dos mais cheios do terceiro dia de Congresso O governo Lula foi o principal objeto de debate da mesa “O PAC e o desenvolvimento”, Os convidados expuseram pontos de vistas diferentes em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo, lançado no mês de janeiro, citando avanços e falhas do projeto. O presidente da CGBT elogiou a opção do governo em privilegiar o crescimento econômico no seu segundo mandato: “Nós sabemos que é isso que falta, para gerar empregos e desenvolver os setores estratégicos do país. Se as expectativas de 5% ou 6% de crescimento para esse ano se mantiverem, teremos um indicativo dessas mudanças”. Apesar do otimismo, Neto criticou a atual política econômica do governo Lula, referindo-se principalmente à taxa de juros e à política fiscal: “Esse é um grave problema, costumo dizer que a política monetarista do governo é o gargalo dos movimentos sociais”, afirmou. Ele defendeu ainda mais ganhos reais para o salário mínimo. A deputada Luciana Genro se disse incrédula com o plano do governo federal. “O PAC promete induzir um novo modelo de desenvolvimento econômico, mas na verdade ele ainda se orienta por uma estrutura conhecida, que valoriza os oligopólios e grandes grupos econômicos”, falou. Segundo a deputada, é preciso primeiramente mudar o modelo econômico do país, para depois construir um plano de crescimento que contemple a todos. “Os investimentos do Plano em energia, por exemplo, além de serem poucos, são quase todos beneficiários de pequenos grupos”, declarou. Os estudantes fizeram diversas intervenções e também manifestaram pontos de vista distintos sobre o PAC e o governo Lula. O maior consenso, em quase todas as falas, foi a necessidade urgente de mudanças na política econômica do país, principalmente no que se refere à taxa de juros e ao superávit primário. Artênius Daniel
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