
Denúncia: repressão ao movimento estudantil na Ulbra-Canoas (RS)22/06/07
Mais um caso de repressão ao movimento estudantil chegou à redação do EstudanteNet Já denunciada em matérias anteriores, a coação por parte da diretoria de algumas instituições de ensino tem prejudicado o livre direito das entidades estudantis realizarem o processo eleitoral de delegados para o 50º Congresso da UNE. Depois da violência registrada na Unibam, em São Paulo, onde um representante da União Estadual dos Estudantes (UEE-SP), foi agredido por seguranças (?) da universidade, agora são os jovens do Rio Grande do Sul que estão sendo impedidos de organizar as eleições na Universidade Luterana Brasileira (Ulbra-RS), campus Canoas. O diretores da UNE, Bruno Vanhoni e Rafael Simões, fizeram uma reunião com a prefeitura do campus informando sobre o processo eleitoral e comunicando as decisões da Comissão Nacional de Eleição, Credenciamento e Organização do Congresso (CNECO) da UNE. Os estudantes então começaram a realizar o tradicional "sala a sala" divulgando as eleições, explicando os alunos como participar e tirando dúvidas a respeito do 50º Congresso da UNE. Os seguranças da universidade, assim como na Uniban, deram então início a um processo de intimidação. "Procuramos o prefeito novamente e na segunda reunião ele informou, arbitrariamente, que os diretores da UNE, no caso eu e o Rafael, representantes da CNECO, estávamos proibidos de organizar e divulgar as eleições para delegados e delegadas da Ulbra – Canoas, e que quem iria organizar isso era o DCE da Ulbra", conta Bruno. (veja aqui) "Os DCE´s tem prioridade para organizar todo processo eleitoral, mas para isso a entidade deveria ter se inscrito junto a CNECO até o dia 12 de abril. Acontece que na Ulbra o DCE não fez isso", explica Bruno. Sem chance nenhuma de diálogo com a direção da instituição, os diretores da UNE não tiveram alternativa que não fosse a judicial. Eles protocolaram um mandato de segurança com ação cautelar para garantir que o processo de escolha dos delegados da ULBRA ao congresso da UNE seja organizado e divulgado. "É bom deixar claro que a ação judicial foi último recurso para garantir o direito dos estudantes da ULBRA de participar dos fóruns do movimento estudantil. Porém lamentamos a postura do Prefeito do Campus de interferir nas questões relativas ao movimento estudantil, quebrando assim a autonomia das entidades estudantis", protesta Bruno.
Na opinião da Vice-presidente da UNE, Louise Caroline, casos como esses estão acontecendo em outras universidades e apenas demonstram que ainda existem direções que preferem a repressão ao diálogo com o movimento estudantil, lembrando resquícios da ditadura. "Este não é um caso isolado. Ainda hoje, muitas vezes, quando vamos nas universidades exercer a nossa legítima função de representante estudantil, as direções usam de várias formas, até mesmo intimidações e violência para reprimir o movimento. Vamos denunciar e continuar garantindo a livre organização estudantil", diz. O processo eleitoral começou no sábado dia 16/05 e termina hoje dia 19/06.
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